domingo, 28 de maio de 2017

Novas tecnologias ajudam a cultivar horta dentro de casa

As empresas CounterCrop e Niwa oferecem, por valores entre US$ 320 e US$ 350, caixas conectadas bem mais modernas do que uma jardineira – e para plantar não é preciso terra ou ter o dedo verde. Em cada uma delas, a pessoa pode ter uma pequena cultura de verduras.
A CounterCrop imaginou um jardim independente em miniatura, com configuração própria para as regas e luzes de LED avançadas, que imitam o nascer e o pôr do sol, além das mudanças naturais de cada estação. Tem cerca de 60 cm de comprimento por 30 cm de largura, e ocupa o mesmo espaço de um forno de micro-ondas médio.
Para conseguir fazer com que as sementes cresçam, é só plantá-las em algum dos tubos do dispositivo. Folhas verdes, couve, ervas, tomatinhos, beterrabas e rabanete são os que se adaptam melhor. A partir daí, é só colocar um pouco de comida especial e água na base. A caixa vem com um controle remoto cheio de modos programáveis, para lidar com as luzes e os ciclos de regas facilmente.
A Niwa faz algo parecido, mas sua miniestufa se parece mais com uma mesa de canto moderna e luxuosa, com plantas crescendo dentro dela.
Água, solo e luz adequada são a fórmula básica para virtualmente qualquer tipo de planta, mas as pessoas que plantam em casa geralmente tropeçam nas sutis nuances entre as espécies. O fundador e executivo chefe da Niwa, Javier Morillas, diz que seu dispositivo tem o “cérebro” de um fazendeiro experiente, com a coragem de um equipamento muito avançado tecnologicamente, capaz de transformar décadas de experiência em cultivo em um jogo de planejamento automatizado que qualquer um pode usar. Um tomateiro e um pé de alface podem precisar dos mesmos ingredientes para crescer, mas só um agricultor experiente consegue o melhor de ambos.
Assim, explica Morillas, a combinação da Niwa entre ventiladores, luzes, borrifadores de água e sensores se torna um excelente guru de jardinagem. As pessoas só precisam decidir que espécies querem plantar, colocar as sementes em uma base hidropônica, que usa soluções minerais em vez de terra, e deixar que o dispositivo faça o resto.
Claro que as pessoas não precisam de tecnologia para cultivar seus próprios alimentos. Agricultores urbanos sempre usaram vasos de plástico, panelas e até formas para plantar ervas e outras comidas. Livros como “Indoor Kitchen Gardening: Turn Your Home Into a Year-Round Vegetable Garden” (“Jardim na Cozinha: Plante Vegetais em Sua Casa o Ano Todo”, em tradução livre) oferecem soluções sem necessidade de tecnologia para aqueles que querem gastar mais tempo e menos dinheiro plantando dentro de casa.
Comunidade
Projeto. Para quem tem interesse em hortas fora de casa, o projeto Verde Comunitário, do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix, mapeia hortas em Belo Horizonte. O site é www. hortasurbanasbh.crowdmap.com.
Miniestufa brasileira já está disponível no mercado

Seguindo a tendência mundial, um grupo de engenheiros do Rio Grande do Sul criou uma miniestufa nacional.

O grupo formado por Bernardo Mattioda, George Haeffner e Thomas Kollmann criou o Plantário. O equipamento é automático e tem sistemas de iluminação, irrigação e ventilação. O usuário pode instalá-lo na rede hidráulica da casa ou utilizar o reservatório de água.

“Ele garante um ambiente ideal para o crescimento dos vegetais. O crescimento chega a ser duas vezes mais rápido que o ambiente externo justamente por estar protegido de chuva, excesso de sol e falta de água”, explicou Mattioda ao jornal “O Estado de S. Paulo”.

O projeto foi desenvolvido logo após o trio se formar em engenharia mecânica na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e já está disponível no mercado. Ele é vendido no site www.plantario.com.br e custa R$ 3.290.

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Estufa caseira para cultivo

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imagem meramente ilustrativa

Estufa para residências

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